orgulhosamente apresenta
Romance
de amor, paixão, tragédia e deboche! Bobeiras e bebedeiras!
Sexo, drogas e rock 'n roll! Amores e ressacas!
Batom Borrado
vem sido escrito e reescrito por Clotilde Tavares desde o ano de 1985,
baseado em alguns fatos reais, outros tantos imaginários e outros
ainda que não se sabe se foram uma coisa ou outra ou - quem sabe
- as duas juntas. Em 1995, dando por concluído o romance, iniciou-se
a procura por um editor.
A literatura brasileira está em crise O primeiro
editor contactado por Clotilde Tavares disse que não estava interessado
em publicar obras de ficção e comunicou de forma sumária
à autora que estaria mais disposto a publicar livros esotéricos
ou de auto-ajuda. Desde então
Batom Borrado adormeceu dentro
de uma gaveta, enquanto a escritora publicou livros de sucesso como A
Magia do Cotidiano (auto-ajuda), e Iniciação
à Visão Holística (pela Editora Record).
Salvo pela Internet Com a popularização
da Internet, Batom Borrado finalmente espanta as traças,
bate a poeira das gavetas e vem à luz, mostrando nestes tempos modernos
que os editores sem visão estão fadados a desaparecer do
mapa. Com vocês, então, essa história quase sórdida,
quase poética, publicado aqui pelo Clotilde News em doses homeopáticas
ao som de Lennon e MacCartney, e dedicada a estes quatro homens, heróis
e mitos da escritora Clotilde Tavares: Ulisses, o
Grego; Galileu Galilei; Capitão Virgulino Ferreira, o Lampião
e John Lennon
Ney Leandro de Castro não faz muita fé Entrevistado sobre Batom Borrado, Ney Leandro de Castro, intelectual norte-riograndense exilado contra a vontade no Rio de Janeiro contou as contas do seu colar de cristal, cofiou a barba e lascou: "Afinal, a quem interessa a não ser a ti mesmo essas confissões carregadas de dúvidas? Por acaso cairá um tirano, morrerá um déspota, será libertado um povo ou um país ao ser lida e descoberta essa viagem em torno do teu umbigo?" A autora respondeu: "E eu sei lá?" |
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