A FORÇA DO PENSAMENTO

Você sabe que no Universo existe uma força enorme, uma força muito grande, que está à nossa disposição e que a gente muitas vezes nem sequer toma conhecimento dela? É a única força que tem o poder de realizar coisas. Tudo que existe no mundo, tudo o que nos cerca na nossa realidade concreta é produto do uso desta força. É a força do pensamento. Quer ver? 

Observe os objetos ao seu redor. A mesa do almoço, por exemplo. Essa mesa, antes de existir, foi pensada por alguém. O fabricante, o dono da fábrica de móveis ou o carpinteiro  pensou: "- Eu vou construir  vou fabricar um mesa assim assim, redonda  ou quadrada, feita de pinho, ou de mogno, depois vou envernizar, etc."  Aí  fez a mesa. 

Veja a comida que você comeu no almoço. A pessoa que cozinhou a comida pensou antes: "- Hoje vou fazer arroz, feijão, uma saladinha com maionese  e um bife; não, um bife, não: um picadinho."  Aí vai, e faz a comida. Então tudo isso foi pensamento,  tudo foi idéia antes de existir. 

Como é que você faz quando vai tirar férias? Você diz mais ou menos assim: "- Bem, este ano eu vou tirar férias em janeiro  porque as crianças também estão de férias da escola e a gente aproveita  e vai passar o verão em Genipabu, ou em Porto Seguro. Ou então: "-Vou aproveitar as férias pra ir visitar o meu povo lá no interior, lá em Minas, ou na Paraíba. Chega então o dia das férias e você faz aquilo que planejou. Aquilo que você pensou. E você só faz porque pensou antes. 

Aquelas férias só conseguem existir dentro da realidade concreta porque existiram antes na sua cabeça. Porque elas primeiro tem que ser idéia, pensamento, para poderem se tornar realidade.  E quando você não planeja suas férias, elas não acontecem. E você diz assim: "- Mas veja só, minhas férias se acabaram  e eu não fiz nada..." Não fez porque não planejou. Porque não pensou antes, não criou antes dentro da sua cabeça. 

Tudo o que existe no mundo é assim. Tem que ser pensado antes. Tem que ser concebido, CRIADO, dentro da sua mente. Então entenda, compreenda, e exerça essa força impressionante e criativa que existe dentro de você: a força do pensamento. 

Pense, acredite, e crie o seu mundo dia após dia, do jeito que você quiser. 


A ECONOMIA DA FELICIDADE

Não sei porque, tem gente que gosta de viver triste, chateado. Essas pessoas acham que com o mundo tão complicado como anda atualmente não há muito motivo para ser feliz. Mas é preciso sempre, sempre exercitar a alegria. É preciso praticar a felicidade. E se você quer um bom motivo para ser feliz eu lhe dou um: por medida de economia. 

A vida hoje está difícil, tudo é muito caro, e apesar dos planos econômicos ainda estamos todos, uns mais, outros menos, cheios de problemas financeiros. É por isso que é bom ser alegre. Para economizar. 

As pessoas alegres não gastam dinheiro com psicólogos, com psiquiatras, nem com medicamentos antidepressivos. Não gastam dinheiro com tratamentos de beleza nem com cirurgia plástica, nem com clínicas de emagrecimento, porque são tão alegres que ficam bonitas, e todo mundo gosta delas assim mesmo, com a cara e o corpo que elas têm. Por isso também não precisam gastar muito dinheiro com roupas, com sapatos, com enfeites e com jóias. 

Não gastam muito com carros e com gasolina porque todo mundo gosta de dar carona a uma pessoa alegre, e se desvia do seu caminho com o maior prazer somente porque acha a companhia divertida. E também não gasta dinheiro com álcool e com outras drogas porque não precisa, porque a sua alegria é natural, genuína, está disponível sempre que se precisa dela. E é claro que também não gasta dinheiro com remédios para ressaca. 

Você deve se lembrar daquela história do rei, que estava muito doente e o médico da corte disse que ele só ficaria curado se vestisse a camisa de um homem que fosse realmente feliz. Os emissários então saíram por todo o país procurando esse homem feliz, e depois de visitarem os sábios, os comerciantes, os cientistas, os professores, e todo tipo de pessoa terminaram encontrando o único homem feliz de todo o reino. E esse homem feliz sabem quem era? Era um mendigo, tão pobre, que nem sequer tinha uma camisa para vestir... 
 


VAMOS DAR UM POLIMENTO NO CÉREBRO? 

Existe um tipo de gente que adora discutir. Adora teimar. Certas pessoas fazem disso um verdadeiro esporte, e estão sempre procurando com quem treinar. Basta você dizer: "- É pau!", o outro responde, imediatamente: "- É não! É pedra!". Pronto. Começou a discussão. 

Geralmente, quando duas pessoas começam a discutir sobre um assunto, ambas ficam querendo convencer a outra da sua idéia. Ficam ambas querendo provar que estão certas, que estão com a razão. E se recusam sistematicamente a opinião do outro. 

Tem até aqueles que não querem nem sequer ouvi-la. E dizem: - "Ah, meu filho, nem adianta que você não vai me convencer disso nunca!" E é nesse momento que a discussão fica chata, irritante, sem sentido. É também a partir daí que as pessoas começam a se agredir porque, muitas vezes, quando não se consegue vencer com os argumentos, com as idéias, tenta-se vencer debochando do outro, ridicularizando certos traços do caráter ou da aparência do outro que, em suma, nada têm a ver com assunto que está sendo discutido. 

Ora, quem foi que disse que o bom da discussão é convencer o outro da nossa opinião? Quando isso acontece, a discussão acaba, e acaba o prazer. O bom da discussão é mostrar o que a gente pensa, a nossa idéia, a nossa percepção de determinado assunto. 

Quando a gente fala, organiza o pensamento, e as nossas idéias ficam mais claras somente pelo fato de tê-las explicado para alguém. A outra coisa boa da discussão é escutar a idéia do outro, o pensamento do outro. A gente sempre aprende alguma coisa, sempre acrescenta um dado novo ao que a gente já sabe, sempre conhece um fato novo que ajuda a enriquecer nosso próprio pensamento. Discutir é isso: trocar idéias. 

Dizem que a melhor forma de tornar o nosso cérebro brilhante é dar um polimento nele, esfregando-o no cérebro dos outros. É para isso que existe a discussão, o papo, o confronto dos contrários, o polemos, como diziam os gregos, e os gregos sabiam das coisas. Através dessas esfregação de cérebros é que os homens se educam e adquirem sabedoria. 

É bom entender que as pessoas que pensam diferente de nós não estão mais certas nem mais erradas do que nós, nem são melhores ou piores do que nós: apenas pensam diferente de nós. Só isso. 

E um mundo onde todo mundo pensar igual é um mundo onde se pensa muito pouco, e deve ser um lugar muito chato de se viver. 


O HOMEM DA VACA

Existe um tipo de pessoa que gosta de reclamar, que nunca está satisfeita com nada. Reclama de tudo: do salário, do governo, dos filhos, da esposa, do marido, da saúde, do patrão, da vida, do clima, de tudo. E o pior é que quando você vai ver, essas pessoas até que não vivem mal. Muitas delas têm uma boa família, saúde e frequentemente têm um emprego onde trabalham pouco e ganham acima da média. 
É para essas pessoas que eu quero contar uma história. 

Era um homem muito pobre, pobre mesmo, que morava numa casa muito pequena com a mulher e um monte de filhos. A casa só tinha um cômodo e viviam todos amontoados ali. Então chegou a sogra para passar uns tempos com eles e o homem começou a reclamar: 

"- Ai, meu Deus do céu, agora a minha vida virou um inferno! Essa minha sogra fala da manhã à noite! Essa mulher não se cala, se mete em tudo! Eu não tenho mais minuto de sossego! Droga de vida!" 

Desesperado, foi consultar o sacerdote da aldeia e o sacerdote disse: 

"- Meu filho, você vai pegar esta vaca e vai levar para dentro de sua casa. Ela vai ficar lá, com você e sua família, durante um mês." 

O homem não entendeu nada, mas tinha que fazer o que o sacerdote tinha mandado. Levou a vaca para dentro de casa, e o animal passou a conviver com o resto da família. 

Que transtorno! A casa virou um pandemônio! Imagine: aquela vaca junto com o homem, a mulher, os meninos, naquela casa pequena, e mais a sogra. E tinham que alimentar a vaca que, bem alimentada, sujava tudo! Antes de completar um mês o homem já estava louco com a confusão e foi falar de novo com o sacerdote. 

"- Está certo, meu filho" - disse o sacerdote. - "Pode tirar a vaca de dentro de casa." 

Uns três dias depois, o sacerdote passou por lá e perguntou: 

"- E então, meu filho? Como vai a vida?" 

E o homem muito satisfeito disse: 

"- Ah, agora está tudo bem! Depois que aquela vaca foi embora tudo está nos eixos novamente! A casa está limpa, arrumada, as crianças estão calmas..." 

"- E sua sogra?" - perguntou o sacerdote. 

"- Ah, ela é uma mulher muito boa, e me ajudou muito esses dias." - respondeu o homem. - "Coitada, sofreu tanto com aquela maldita daquela vaca aqui dentro de casa! Era ela limpando e a vaca sujando. Mas agora está tudo bem, graças a Deus!" 

E o sacerdote disse: 

"- Graças a Deus...e à vaca! " 

Pois é. Será que a gente precisa botar uma vaca dentro de casa para poder descobrir como a vida é boa, como a vida é maravilhosa? Ou será que não é mais fácil parar de reclamar, e começar a curtir a vida antes que apareça alguma vaca para nos tirar o sossego e a tranqüilidade? 


A ARTE ZEN DE LAVAR A LOUÇA

Todo mundo tem suas preocupações. Faz parte da vida. Mas tem gente que vive preocupado, tem outros que se preocupam demais. De uma forma ou de outra, essa palavra - preocupação - aparece muito na vida da gente, não é? 

E você sabe o que significa preocupação? 

O nome já está dizendo. Preocupação é pré-ocupação. Ocupar antes. Quem se preocupa com algo, se ocupa desse algo antes que ele aconteça. Se pré-ocupa. E é a coisa mais boba do mundo se preocupar. Quem se pré-ocupa gasta tempo, energia e mocidade. E não resolve nada porque as coisas só podem ser resolvidas quando estão acontecendo. Quer ver? 

Vou lhe dar um exemplo. Quando termina aquele almoço de domingo, você chega na cozinha, olha aquele horror de louça suja em cima da pia e diz: 

"- Ai, meu Deus, vou ter que lavar essa louça todinha!" 

Quando você pensa assim, você está se pré-ocupando. Sabe por que? Porque quem lava a louça todinha de uma vez é a máquina de lavar louça. Nós, humanos, lavamos um prato de cada vez, uma xícara depois da outra. 

Então, você só pode se ocupar de um prato de cada vez, lavar ele bem lavado, enxaguar e só quando ele estiver bem limpinho no escorredor é que eu você vai se ocupar do prato seguinte. Sem raiva, sem agonia, porque você não está lavando um monte de louça. Você está lavando louça, uma peça de cada vez, se ocupando de cada uma a seu tempo, sem se preocupar. 

Até porque se você for se pré-ocupar com o monte de louça que ainda não lavou, não vai se ocupar direito do prato que está lavando, que vai ficar mal lavado, cheio de gordura, e como você está distraído e irritado, ele pode até cair no chão e se quebrar. 

Então? Que tal fazer de conta que os pratos são os minutos da nossa vida? 

Que tal se a gente parar de se pré-ocupar e passar realmente a viver, nos ocupando de um momento da nossa vida de cada vez? 

Que tal a gente se ocupar de cada minuto nosso com o maior carinho, com a maior atenção, e tentar viver esse minuto de uma maneira completa, inteira, desfrutando de tudo que ele tem para nos oferecer? 

Pense nisso. Pode ser uma idéia muito boa. 


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